terça-feira, setembro 26, 2006

Coentros!


Bem sei que prometera um post sobre certa mudança que ocorreu com um nosso conhecido, mas outra mudança se impôs, subitamente, com essa mesma pessoa, forçando-me a uma adenda, que, por preguica, ainda não escrevi. Escrevo-vos então sobre um tópico não menos interessante e, por certo, bem mais saboroso: coentros.
Confesso que quis procurar na net - bem ao jeito daquilo que usualmente faco para escrever no site da CMFA e ai brilhar (segundo dizem) - o nome científico da ervinha, suas características e utilizações; mas, sendo certo que não se trata da ervinha do Balderate, não houve aqui essa vaidosa ou clínica preocupaçãoo. São coentros e pronto! E, aferindo junto de polacos da graça da mesma erva, me disseram que se chama lubczyk (assim crêem) e que a origem desta mesma palavra radica numa outra lubic (le-se lubitch) - gostar, amar - o que justifica, pelo menos semanticamente, os efeitos afrodisíacos que lhe reconhecem.
Poderia perder-me em considerações, mas esta noite de fim de Setembro em plena Europa Central reservou-me um simpáticos vinte graus, em que vou agora, nove e meia da noite, refogar para o Rynek. A coisa é simples: esta tarde, lendo Os Maias, só por vício, deitado na minha cama sob uma janela enorme, surpreendeu-me, sobre as hastes dos óculos, o tamanho imenso de uns coentros que plantara - mod'as sodades duma acorda! - ainda na semana passada. Cresciam, imensos e fortes no seu esplendor mediterrâneo, sob um sol tão amarelo, lombriguento e bexigoso como o Eusebiozinho do romance. Coentros e Maias em Cracovia!!!
Em todo o lado se vive.
Com um Abraço de Azinho aos cagulentos.

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