sexta-feira, outubro 27, 2006

Ao Zaunilha, com MoZArella!

Depois que li as "Histórias Extraordinárias" de Edgar Allan Poe, não poucas vezes tornei àquele primeiro conto, em que uma personagem descreve a outra como, de um comentário desta, pudera chegar ao pensamento inicial, nada relacionado, de que ela partira para chegar àquele mesmo comentário. Gosto deste conto e comigo, repetindo ate na sua invocação o episódio, passa-se o mesmo e a coisa é simples: comecei por pensar quão ridículo é chamar sublimação ao processo de degradação da naftalina - não há nada de sublime em desaparecer sob um jacto de urina num urinol ou matando traça. E nisto pensava enquanto eu mesmo urinava nas casas-de-banho da universidade. Depois, já na rua, rasou-me a cabeça um pombo e pensei como seria trespassá-lo, mas sem querer, para que não me pesasse muito uma consciência satisfeita, com uma qualquer caneta que trouxesse na mão e elevasse ao coçar a cabeça ou a arranjar o gorro. Este pensamento estúpido trouxe-me de novo à lembrança a naftalina e as casas-de-banho e estas a música da Branca de Neve e dos Sete Anões, porque não há-de ninguém defecar nas casas-de-banho da Eurodisney sem ouvir a dita música, enquanto ao lado um sonoro "plof" traz à memória a imagem da água a ressaltar para as nádegas. Isto faz-me pensar na imensa quantidade de urinas e afins já ali anteriormente misturadas – e de novo a naftalina e os pombos – e sinto-me suficientemente satisfeito por há muito ter adoptado a técnica do chumaço de papel higiénico a amparar a queda do dito. Daí ao peso na consciência pelo imenso gasto de papel e à minha parte de culpa na destruição de uma qualquer floresta da Papua Nova Guiné é um passo, ou melhor, um impulso cerebral. Um impulso cerebral está longe de ser um impulso cardíaco... e muito menos um impulso telefónico, mas foi a isto que cheguei e ainda há três segundos o pombo rasara a minha cabeça. E um impulso telefónico da Polónia para Portugal é caro, pelo que terei que enviar um postal, um postal ao Zá pelo dia dos anos. E olhem, é isto que importa.
Parabéns Zá. Não és o resultado de todas as coisas que me levam a ti, pois que nem cada coisa nem a extensão do processo te correspondem, mas isto diz tudo da simplicidade com que recordamos as pessoas de quem gostamos – por tudo e por nada. Ah, e a propósito: lembrei-me de te escrever esta mensagem, quer porque farás anos em breve, quer porque de bom grado te remeteria, em jeito de prenda, a polaca que se sentou, ainda há pouco, na mesa em frente à minha, no café.
Azeitonas, azeitonas pão, pão queijo, queijo ZÁ, ZÁ anos, anos Parabéns!!!

A Inspiraçao, pelo Dr. Ricky Alves

o que é a inspiração :? pergunto-me eu :/ não sei realmente o que motiva alguem a escrever um poema ou um texto ou uma canção ou letra ou a pintar ou a esculpir

como varios outros criadores das coisas anonimas tenho a minha propria teoria que irei partilhar convosco

não posso deixar de acreditar que a criação de todos os tipos nada mais é que a defecação do espirito/mente/alma; algo que se foi acumulando atraves da aprendizagem e experimentação e que se vai absorvendo enquanto passa de um instestino composto de neuronios para o outro e onde akilo que ja não é passivel de ser absorvido tem de ser libertado pois se se mantiver demasiado tempo cá dentro provoca a dilatação do anus e a libertação de toxinas no organismo que podem em casos extremos levar ao curto circuito de todo o sistema

e realmente este assunto tem varias anologias. porque merda realmente eu usei logo a defecação para efectuar esta analogia :?

mas usando de alguns argumentos que acho razoaveis e que só se aplicam à minha pessoa e outros caso o partilhem tem de o gritar por eles logo no quoting a porcaria que soltamos nos momentos de inspiração passam a ser do mundo tal como os coliformes fecais ao chegar à terra tornam-se parte dela mesmo e sentimos em ambas as ocasiõess a libertação e o extremo prazer e leveza de nos termos livres de algo que ao manter-se no organismo só nos fazia mal e acumulava peso no interior das nossas mentes

tal como na defecação, na inspiração existem muitas formas de defecar e basta lembrar o saudoso alvaro de campos que numa tarde comeu uma cesta inteira de ameixas num quente dia de verão e nessa noite fez mais de 30 poemas segundo reza a historia e diz-se que nunca houve uma noite com tamanha produtividade de um autor do que a soltura que ele fez à alma nessa noite de pura diarreria poetica

existe igualmente aqueles que tem de agarrar no jornal e refugiar-se na casa de banho às vezes durante horas para sair ao fim de tanto tempo um pequeno splash na agua da sanita e mesmo esse splash ser sempre de baixo valor decibelico

outro aspecto importante a analisar é o facto de precisarmos do mundo exterior para termos algo para analisar mas normalmente só o fazemos em momentos de profunda intimidade conosco proprios ou por outras palavras o autor só liberta a sua inspiração em momentos de profunda reflexão individual e solitaria onde nos fechamos na casa de banho da mente e onde ninguem entra a não ser aquela pessoa em relação à qual não temos pudor (5% dos casos )

é importante realçar que não falo dos momentos de criação mas nos momentos de inspiração

eu sou um dos poucos que só posde criar no momento de inspiração; nunca percebi mas é algo que guardo dentro de mim e prefiro ignorar ate ao momento de ter de correr para a casa de banho quer tenha ou não o devido papel higienico

teria mais alguns factos e argumentos para apresentar mas como isto já cheira mal termino aki a minha postagem sobre o tema da mais profunda inspiraço e as razões que nos levam a inspirarmo-nos para lançar algo ao mundo

Ricky Alves

(eu só postei, juro, porque ele não conseguia fazê-lo no computador dele!!!)

terça-feira, outubro 24, 2006

Chocho the Xoxo

Como se poderá escrever sobre Chochos ou Xoxos, logo pela manhã, ainda pouco desperto e já com algum calor?!...
Bom…o melhor será destrinçar entre ambas as terminologias e sobre aquilo que nos leva a referir estarmos perante um ou outro…
A grande diferença será que no primeiro caso estaremos perante uma superfície mais ou menos lisa, inerte e normalmente fria – excepto quando exposta ao Sol. Já no segundo caso, as superfícies serão mais p’ró curvilíneo, vivas e normalmente quentes, sem necessidade de agentes térmicos exteriores. Na primeira teremos uma concavidade estática a descoberto, na segunda, duas concavidades mutáveis intermitentemente tapadas.
Situados ou pelo menos referenciado o assunto, passemos então às divagações, dissertações e conclusões análogas (…de analogia!). Como primeira questão e quiçá a mais frequente e primordial temos que:
- Como aparece um Chocho / Xoxo?!...
Se na primeira denominação temos que ele surge por falta de vibração ou ondas vibratórias convenientes, já no segundo caso talvez possamos argumentar que são as vibrações desenfreadas a sua principal causa. Em primeiro temos talvez um Concreto de má qualidade, em segundo teremos sempre alguma qualidade concreta.
Na primeira situação podemos ficar perante alguma oxidação caso o ferro fique a descoberto, na segunda é precisamente o recobrimento em excesso que pode provocar várias oxidações do ferro, inclusive à “posteriori”. Num e noutro caso, as oxidações, são sempre sinónimos de degradações várias e concretas.
O Chocho pode f**** a obra. O Xoxo pode ser uma obra de arte ou uma obra f*****.
- Como pôr termo a um Chocho / Xoxo?!
O Chocho leva certos mestres a arrancarem cabelos da cabeça enquanto congeminam estratégias de resolução, que não a demolição da obra. Normalmente “escarafuncham” um pouco e depois completam o recobrimento “a la main”… -Tá fêto!...
O Xoxo leva os intervenientes a arrancarem cabelos de várias formas e proveniências, enquanto tentam não concluir o mesmo. Normalmente “escarafuncham” muito e sempre pouco e se o recobrimento do dito tem furo… - Podem ter feto!



MIM aka António Carlos Toscano

sexta-feira, outubro 20, 2006

"Ao longe a insular acena..."

Sabem daquele ceu de Outono... sabem daquele ceu de Outono, cor de asa de pombo mesmo sem estar nublado? Sabem daquele sol que se poe, como que cansado, entre o horizonte e as nuvens, como se ai quisesse pernoitar? Sabem daquele voo de passaro que se segue a distancia e que se acompanha mesmo quando o passaro ja nao se avista? Sabem dos telhados de muitas cores e das chamines com fumo em que se perfila um apelo ao inverno: que as aqueca?
Esta hoje assim a tarde em Cracovia, mas la fora estao estao 15 graus. Da janela mais alta do edifio das filologias, uma das mais altas da cidade, avisto ao longe o edificio do banco BPH, que parece, de perfil e a devida distancia, os silos de Beja. Mais a esquerda, a Torre do Tesouro e a Igreja de Maria, um edificio inacabado e outras torres poderiam ser, sobrepostos, o alto de que "a insular acena". Com a cidade sob os olhos, a perder de vista e com um ceu que so um aviao raia, com cauda laranja, nem as chamines de Nowa Huta suspendem esta sensacao de me saber chegando a Beja, pelo final da tarde, e ainda tivesse de premio uma empada a espera no Luiz da Rocha! E um galao quentinho!
Esta-se por aqui muito bem, mas chegarei a sul do sul a 8 de Dezembro, Sabado, via Shannon, Irlanda, e depois Faro. Alguem tera que fazer as compras por mim - nao sei se chego a horas - mas o petisco e em minha casa!
Um abraco de azinho a todos,
E para o nosso mais recente colaborador "...my love and a bang on the ear"!
E a proposito, o titulo e um primeiro verso de um poema de Martinho Marques.

quarta-feira, outubro 18, 2006

olá cheguei cheguei mas aviso desde já que me esqueci da carteira em casa

onde esta a vinhaça e as febras e a boa da bela salsicha no grelhador ?

aviso desde já neste local de convivio que me recuso terminantemente a pagar seja o que for mas ficam as minis prometidas no konkretos para quando o meu pai estiver presente e se recusar terminantemente a que eu pague ai irei devolver tudo o que de bom ou mau grado me auferiram

falando de coisas mais sérias ontem foi a primeira grande chuvada que se viu no alentejo nos ultimos 10 meses ia eu no meu opel kadet a voltar de mais uma aula de introducção ao direito onde esavam mais de 40 manfios na sala e entre eles 30 jovens cada 1 mais jeitosa que a outra (indispensavel dizer que começei a minha obeservação na pior de todas) quando começa a pingar a famosa chuva molha parvos e eu relaxadamente a houvir eric clapton "cocaine" e a fumar um cigarrinho jps como é normal na minha pessoa tão bem apessoada quando muda a musica de eric clapton e passo a houvir os 3 portas abaixo here whuthout you e tais nuvens lamechas começam a chorar cantarós basta dizer que o meu carro ficou a brilhar de tão branco que ficou para terem uma ideia da intensidade com que choveu e lá ia de retorno a casa a pensar na incongruencia que é a imunidade politica onde se refugiam os piores elementos da nossa sociedade enquanto nos atiram areia para os olhos dizendo que tais elementos se encontram em ghetos e mal conseguia ver 5 metros á frente e as poças no meio da estrada eram tantas que tive de reduzir a velocidade para 60km á hora enquanto no meu lado direito eram só bmw´s e mercedes estacionados parados com medo de uma chuvinha

resumidamente em termos absolutos tive uma das minhas piores prestações de sempre no famoso percurso beja ferreira nem com 10 tractores e 25 camiões me teriam feito perder tanto tempo no retorno ao meu belo sofá e a este brilhante maquina com já 7 anos que é o meu computador

em termos relativos however nunca eu passei tantos bmw´s e mercedes num unico percurso beja-ferreira nem com o meu já saudoso fiat uno a bater 170 km hora na estrada molhada

às razões psicologicas para tão estranho comportamento em termos absolutos não pode ser estranho o facto que me encontro home alone qual kevin no famoso home alone e onde em vez de vir encontrar um belo jantar já feito quente e á minha espera terei realmente de quando chegar cozinhar e como sabem dos meus prodigos meritos culinarios já adivinharam... sim tenho passado estes ultimso dias a comer cereais e sandes de paio e a beber 2 litros de leite ao dia