sábado, novembro 18, 2006

It's so forest fire every time we get together...

Ola,

Nao julguem que tive para ai um romance ardente as contas do titulo do post. E so que nao escrevia nada por aqui ha mesmo muito tempo e acordei hoje com o sol na cara e esta musica na cabeca. Nao tem bailarinas com barbatanas que nunca iremos encontrar nem crocodilos que pensam ser o Kaiser Wilhelm, mas diz mesmo quase tudo...


Forest Fire

She crossed herself as she put on her things
She has promised once before not to live this way
If she dont calm down she will burn herself out
Like a forest fire, well doesnt that make you smile

If you dont slow down, I swear that Ill come round
And mess up your place, lets go for a spin
They say we shouldnt even know each other
And that well be undone
Dont it make you smile like a forest fire

I believe in love, Ill believe in anything
Thats gonna get me what I want and get me off my knees
Then well burn your house down, dont it feel so good
Its so forest fire every time we get together

Doo doo doo, doo doo doo doo doo doo
Doo doo doo doo doo, doo doo doo doo doo doo

Hey pick you up, put you down
Rip you up and spin you round
Just like we said we would
cause were a forest fire
Believe you me, well tear this place down

If we get caught in this wind then we could burn the ocean
If we get caught in this scene were gonna be undone
Its just a simple metaphor, its for a burning love
Dont it make you smile like a forest fire

Lloyd Cole

quinta-feira, novembro 02, 2006

Nunca neva em Novembro...

Ontem à noite, aí pela uma da manhã colei o nariz ao vidro. Colei e não descolei até que me chamaram, não sei quanto tempo depois. Nevava lá fora e, não fora o estimulo visual daquela coisa com vida própria que é um floco de neve, cirandando como louco pelo ar e, ainda assim, conseguiria ouvir bem dentro da minha cabeça a Tori Amos a cantar o seu fantástico Winter. Costuma ser assim: não preciso de ver a minha vida como um filme para sentir que tem trilha sonora. Mas a Tori cantava, nevava lá fora e eu deleitado... deixá-la cantar que a neve caía.
O dia amanheceu branco. Todo branco e, feriado universitário, não fui trabalhar, o que conferia a tudo aquela mesma sensação de quando acordava aos fins-de-semana, pequeno, para ver os desenhos animados. E a sensação, mediterrânica, de sonho, crescera com o sono. Mas a história que trago, afinal, é outra, ainda que curta, e vou vo-la contar.

Um polaco não é, propriamente, a criatura mais sorridente do mundo. Quase sempre se desculpa com a ditadura, com os russos, com os alemães... mas nem por isso sorri. Num dia de neve, então, é vê-lo, como diria o Mia Couto, cabismudo. Mas hoje, então, excepcionalmente.
Que se passa? - perguntei a um conhecido. Nada! - respondeu - É que nunca neva em Novembro! É demasiado cedo!
Meditei, num segundo, sobre aquela resposta, pois que nao fora a primeira pessoa a dar-ma e disse-lhe: Também nada vos sugeria que a Alemanha, junto da qual combateram na I Guerra Mundial, vos ia invadir na II. Nada vos sugeria que os russos chegassem a Varsóvia, quanto mais a Berlim... e chegaram! Vai lá dizer à neve que não caia!
Estacou momentaneamente, e sorriu, como quem admitia que lhe haviam descoberto um segredo: Porque é que achas que estamos com esta cara!?

Enfim... a previsão é de que vai continuar a nevar em Cracóvia e, enquanto sorrio às minhas pegadas marcadas no chão branco e aos pombos, que caem congelados do topo das árvores, há polacos a voltas com lições de História que um dia de frio traz. É que Inverno é o nome de um general russo, mas ainda estamos no Outono!

Marcos

A oleia do Sri Lanka

É com muito gosto que escrevo pela primeira vez neste blog tão decisivo para o desenvolvimento cultural do nosso país e de além fronteiras.... é verdade até no Sri Lanka já se levataram vozes de apoio a este projecto inovador que é o Bolg A Sul do Sul. Para quem não sabe, nesse país foi criado, sob influência nossa está claro, o blog "A Sul da Índia", que também ele promete...
Quero apenas dizer que me encontro neste momento no meu local de trabalho e como tal devido ao imenso tempo livre de que disponho lembrei-me de postar neste espaço.

Falando um pouco mais a sério gostaria de dissertar sobre a azeitona mais conhecida por Olea Europeia, (quantas foram as vezes que ouvi, com ternura, as vizinhas da minha rua perguntarem na loja da minha avó por Oleas... saudosos tempos de criança! Para quem não sabe, incluindo a minha pessoa, há lendas muito antigas que relatam a importância histórica da nossa Oleia. Por exemplo, a Deusa Palas Atenas teria trazido uma oliveira capaz de produzir um óleo que permitiria iluminar a noite e suavizar a dor dos feridos. Também Rômulo e Remo viram pela primeira vez a luz do dia sob uns galhos de oliveira (fonte: Wikipédia, está claro).
A importância da oliveira e do seu fruto não é novidade nenhuma para nós, portugueses pois vivemos sob influência de um clima mediterrâneo e como tal a oliveira é a árvore por excelência destas latitudes, para além das figueiras, zambujeiros, medronheiros, amendoeiras, etc.. mas isso agora não interessa nada....
Existe um sem número de variedades deste fruto, o que delicia qualquer apreciador de Oleias. O valor nutricional deste fruto, ora preto ora verde, é muito significativo: é composto por vitamina A, B1, B2 e C mas também por potássio, sódio, cálcio, fósforo, silício, magnésio, cloro e ferro. É uma loucura de compostos nutricionais.
Tudo isto seria de facto interessante para mim caso gostasse de azeitonas o que não é o caso: detesto azeitonas, sejam elas verdes, pretas ou de outra qualquer cor!!!! Para além do sabor extremamente desagradável, a sua estética deixa muito a desejar. Quando olham para uma azeitona qual é a imagem que vos vem à cabeça? A caganita da ovelhinha pois claro.. Para mim azeitonas ou caganitaa de ovelha é precisamente o mesmo: ambas são pretas ou verdes e produzem um odor muito desagradável e acredito até que apresentam características prejudiciais à saúde pública, mas isto é a má língua a falar....
Visto este tema estar hoje na Agenda cultural dos portugueses gostaria de abrir aqui um debate sobre a Oleia: Sendo português devo ou não comer um fruto que, esteticamente e não só, se parece a uma caganita de ovelha, ou quiçá de cabra? Deixo então a questão no ar e espero ter contribuido para a relançar de uma discussão que tem provocado grandes discussões, inclusivamente dentro do estabelecimento prisional de Caxias (onde as parecênças entre o fruto em causa e as caganitas são mais evidentes).
Um abraço !
Assinado: O Azeiteiro