quinta-feira, maio 31, 2007

Se alguem me conhece...

... sabe o que posso sentir neste momento... o meu ipod morreu!

Sim... aquela coisinha branca, linda, com 40 gigas da melhor música deste mundo e do outro. Sim... os impulsos eléctricos/electrónicos que eram a luz dos meus olhos e o gosto do meu tacto e a magia dos meus ouvidos... deixaram de se fazer sentir às duas e três da manhã, hora polaca, do dia 31 de Maio de 2007... e passámos por tantas coisas juntos...

E não, não me importam os 90 contos que custou, porque a dividir pelos 888 dias, duas horas e três minutos que durou nas minhas mãos, ficou a 101 escudos/50 cts por dia. Se ouvi duas horas de música por dia, e isso é bem pouco, na realidade, cada música ficou-me a 0,84 escudos, ou seja, menos de metade de um cêntimo...

Estou triste, muito triste...

Ou como dizia alguém que me é muito querido: "É mau, muito mau.... é terrível!"


Estou triste e mais só que nunca...

A mais bonita musica...

...não sei se será.

Mas é por certo das minha preferidas, e, ainda que não tenha videoclip, agora que a encontrei, não posso deixar de a pôr aqui...

quarta-feira, maio 30, 2007

Horaciano que nao eu...

Eis um mimo já antigo, que me mandaram quando ainda não tinha pêlos nas costas, e que encontrei num postal velho entre as páginas de um livro... delicioso!



"Soneto de fazer amor contigo numa tarde solarenga de inverno"


Quem, ao inverno, irá deixá-lo à espera?
Quem, sem vergonha, irá explicar à mágoa
Que se entre nós se cumpriu já o ciclo da água,
Não há quem nos segure a Primavera!?

À sede que não esqueça de ir vencendo,
Ao suor, ao sal e à promessa vã
Resgato a laranja temporã,
que a gosto sobre a boca irei espremendo.

E na descida a que o sabor me embala,
É o cheiro à polpa tenra que me enjoa
Não ter somente fome e matá-la.

E à ternura que a pele reveste
Que importa se o Inverno a abotoa
Se entre nós o próprio sol se aquece?



Sniff!

segunda-feira, maio 28, 2007

29

Ainda não!

Mas para lá caminho...


"29, Lloyd Cole"

Life begins at thirty
So I have been told
I can easily believe it
The way Im getting on
Yeh Im getting on
You hang around backstreet bars
For what you wish you knew
You say give me something cheap
Something I wont want to keep
Loves not everything
I was just hoping you might stay
Hell its hard to say
I was hoping you might stick around
Until the morning
Youve heard it all before kid
I`ll say it all again
And Im going to live a lush life
An ask for nothing much life
Loves not everything
I was just hoping you might stay
Hell its hard to say
I was hoping you might stick around
If you were doing nothing
Fool for love...
I was just hoping you might stay
But its not easy to say
Hey...you doing nothing?
Fool for love
And its not only the lonely
Not only the lonely
Fall for love


Parabéns a mim mesmo!

terça-feira, maio 22, 2007

domingo, maio 06, 2007



Tudo feito legalmente... e com os cumprimentos da Tori!

Quando a encontrar, depois do concerto em Varsóvia, lá lhe darei cumprimentos da vossa parte!

Este post vai directamente para o Luís (Mimi, entenda-se), com quem falei ainda há pouco e que recentemente recebeu uma bolsa de investigação.

Caro Luís,

Fui claro e sincero, mas repito-to: parabéns!
Estou certo de que te estarás sentindo muito bem e que os Pistolinhas, Pai e Mãe, deixarão de pensar, pelo menos durante a duração da bolsa, que fizeram mal em não te ter mandado para a Quinta dos Bonecos a tirar o curso de torneiro industril. A tua notícia, dada por Skipe, trouxe-me porém à memória certa história que se passou comigo este verão. E, dado que não o contei a ninguém, conto-to agora a ti - que me entenderás melhor do que ninguém.
No verão passado, estava eu pintando paredes na casa de uma amiga, em Ferreira, para ganhar uns trocos, quando, eu no alto de um escadote e com um rolo de tinta na mão, fones nos ouvidos a ouvir Maná, tocou o telemóvel. Do outro lado, a professora Cristina, directora pedagógica do CIAL de Faro, convidava-me, após apreciação do meu currículo, para dar aulas naquela escola. Na semana seguinte, mochila às costas, estava na casa da Ana Monte, que me albergaria todo o verão - muito agradeço - se eu não tivesse arranjado onde ficar. Mas consegui acordar com o dono de uma pensão um quarto no sótão da mesma, a troco de uma noite de serviço na recepção.
O verão estava a ser genial - dava aulas, conhecia muita gente na escola e na pensão e ainda conseguia juntar uns trocos - mas melhorou ainda quando vi, pelas 20.00 do dia 25 de Agosto, que receberia uma bolsa de doutoramento. Para quem estuda e pretende fazer carreira docente e investigação, sabes bem o que isto significa. Nesse mesmo dia, à noite, uma colega minha do liceu de Faro, que não via há bem uns nove anos, ficou hospedada na pensão. Entabulámos conversa, claro está, invocando pessoas com quem estudáramos - como estavam, o que faziam, etc. A colega vinha acompanhada por um rapaz seu amigo, engenheiro de sistemas, que partiria de madrugada para a Irlanda do aeroporto de Faro. Depois de falarmos, a colega e o rapaz retiraram-se para o quarto. A pensão, entenda-se, não é o Sheraton e as portas não são insonorizadas: ali mesmo ao lado da recepção, ouvia-a a comentar como eu era um bom estudante, que tinha querido sempre dar aulas na universidade, mas que agora, castigo divino da minha arrogância e prepotência, trabalhava numa recepção de uma pensão cujas únicas estrelas eram as que eu via quando dormia, por causa do calor, no terraço. Nunca a tratara mal, estimava-a até acima de outros colegas que tivera e, fosse em que circunstância fosse, não seria capaz de lhe desejar mal. Mas ela ali estava, do outro lado da porta, a gozar com a minha camisa branca e com a calça de sarja azul do serviço - e fiquei triste. Não por estar, de facto, na recepção; não por duvidar da minha competência como recepcionista, porque duvido que em qualquer outra recepção o atendimento fosse feito com mais simpatia e em tantas línguas; não por mim, que até lhe contara que passara dois meses a atender telefones em Lisboa e que andara a pintar paredes - mais houvesse e mais pintaria! Fiquei triste por a ter em maior estima que ela a mim, embora nenhum precisasse do outro para nada.
A coisa já vai longa e o que te queria dizer a ti, Luís, é o seguinte - fia-te na velha lógica de que "para baixo, todos os santos ajudam", porque é física e humanamente correcta. Digo-o aos meus alunos a cada aula e digo-o a toda a gente que não hesita em chamar-me pedante se teimo demasiado numa discussão ou em qualquer aspecto da minha vida. Não me viram nas noites em que o Camões pedia Aguiar e Siva; não me vêem nas noites em que o Juan Linz se deita comigo, a debitar as causas das quebras democráticas. Não nos vêm, em suma, com 25 anos e sem carro, sem trabalho estável e sem casa própria, como muitos daqueles nossos colegas que se ficaram pelo 9º e pelo 12º e por um trabalho na câmara ou na empresa do pai, mas que também em grande estima tenho.

Para ti e para os outros que se reconhecem no que escrevo e sinto, um "Moving on up" dos Primal Scream, para expurgar as colegas, que estando tão bem na vida, vêm ao nosso encontro até pensões de 3ª...

sexta-feira, maio 04, 2007

Com esta canção do Charly Garcia, deixo o meu comentário ao discurso de encerramento de campanha de Alberto João Jardim.



Já dizia o outro: "Coragem, portugueses, só vos faltam as qualidades!"

Que vergonha!

quarta-feira, maio 02, 2007

Ninguém lhe vai poder perguntar o nome quando tiver a boca cheia de bolachas "Maria", mas... NASCEU!




Já tenho mais um primo! Chama-se Afonso!

Estou a 4000 km de distância e a notícia chegou por mensagem telefónica, mas se sair ao paizinho, há-de ter nascido piscando os olhos, perfumado, com uma chave-inglesa na mão e a pedir uma pratada de bacalhau com grão! Se assim não for, sai à mãe, o que é melhor! ;)

Faça-se gente!


É caso para dizer... Tapê, é a tua vez! ;)

terça-feira, maio 01, 2007

Só hoje vi o filme-documentário sobre o Cohen. Muito bom, apesar de nem nas minhas piores experiências cinematográficas ter visto tanta gente a sair a meio.



Um momento? Quando ele diz que "quem fala de (si) como um mulherengo, não viu as dez mil noites que (passou) sozinho".
Dois? Quando o Antony canta.




Grande e lúcido Cohen! Formidável Antony...

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!

Ai não está ninguém a ouvir!?

Então merda!

Já viram as horas que são? E não consigo dormir... lá vai, uma vez mais, o Demis Roussos ladeira acima, montado num burro escarchado... "goodbye my love goodbye..."



É isto que eu ouço na minha cabeça quando não consigo dormir... é justo?

Horaciano!

Sabem o que isto significa? Horaciano!?

Não estudaram Teoria da Literatura, não sabem o «Quandoque bonus dormitat Homerus»?

Pois bem, o bom Horácio não foi capaz de dizer o que era literatura - embora produzisse muita - mas deixou bem claro que se poderia reconhecê-la, se se a lesse. De qualquer modo, aconselhava o bom Pisão, seria conveniente guardar o que se escreve por nove anos, dentro de uma gaveta. Quer isto dizer que o tempo é avisado teste e que se não deve dar a conhecer aos outros o que por ele não passou - uma maturação.
Já sabemos que o bom Pessoa, no seu "dia triunfal" e roçando o viril membro contra o puxador da cómoda do hall de entrada, escreveu trinta e tal poemas de uma assentada, conforme o disse ao Casais Monteiro; sei de muitos que publicam um poema por semana... bem podiam concorrer a uma estadia num hotel de três estrelas no "Dica da Semana" - mas eu sou uma lesma e três páginas por dia... são motivo de festa!

Agora a sério... nunca me lembrei de dar esta desculpa na universidade, nem a coisa é literária... mas ó C.P., posso entregar-te este trabalhinho de cem páginas que me pediste daqui a nove anitos?

Vá lá!
Tenho, pelo menos, direito a feriado!?