terça-feira, outubro 30, 2007

Zá-á-á!

Zá-á-á!
Zá da Índia, Zá da Pérsia, Zá chinês, camomila, erva-doce e hortelã!

Meu querido,

Para ti, que fazes hoje 26 aninhos, um daqueles abraços e uma garrafa de gin... com tónica - gostava de estar contigo para o celebrarmos juntos!

E, como me aborrece o tradicional "parabéns a você", aqui segue qualquer coisa da nossa infância, para que não te sintas, se for o caso, sozinho!



Abraço de azinho,

domingo, outubro 14, 2007

Um poema para amanhã...

I can't let you be, cause your beauty won't allow me
wrapped in white sheets,
like an angel from a bedtime story
and shut out what they say,
cause your friends are fucked up anyway
and when they come around,
somehow they feel up and you feel down.

When we were kids, we hated things our parents did
we listened low to Casey Kasem's radio show
that's when friends were nice,
to think of them just makes you feel nice
the smell of grass in spring
and October leaves cover everything.

Have you forgotten how to love yourself?

I can't believe all the good things that you do for me
sat back in a chair like a princess from a faraway place
nobody's nice, when you're older your heart turns to ice
and shut out what they say;
they're too dumb to mean it anyway

When we were kids, we hated things our sisters did
backyard summer pools and Christmases were beautiful
and the sentiment of coloured mirrored ornaments
and the open drapes
look out on frozen farmhouse landscapes

Have you forgotten how to love yourself?


"Have you forgotten", Red House Painters

sábado, outubro 13, 2007

Je suis l'homme à la tête de chou

Je suis l'homme à la tête de chou
Moitié légume moitié mec
Pour les beaux yeux de Marilou
Je suis allé porter au clou
Ma Remington et puis mon break
J'étais à fond de cale à bout
De nerfs, j'avais plus un kopeck
Du jour où je me mis avec
Elle je perdis à peu près tout,
Mon job à la feuille de chou
A scandales qui me donnait le bifteck
J'étais fini foutu échec
Et mat au yeux de Marilou
Qui me traitait comme un blanc-bec
Et me rendait moitié coucou.
Ah non tu peux pas savoir mec
Il lui fallait des discothèques
Et bouffer au Kangourou
Club alors je signais des chèques
Sans provision j'étais fou fou
A la fin j'y fis le caillou
Comme un melon une pastèque
Mais comment-Je ne vais pas du tout
Déballer comme ça aussi sec
Quoi ? Moi ? L'aimer encore ?
Des clous.
Qui et où suis-je ?
Chou ici ou
Dans la blanche écume varech
Sur la plage de Malibu

Serge Gainsbourg

segunda-feira, outubro 08, 2007

A warm December with you...

I should know who I am by now
I walk the record stand somehow
Thinkin' of winter
The name is the splinter inside me
While I wait

And I remember the sound
Of your November downtown
And I remember the truth
A warm December with you

But I don't have to make this mistake
And I don't have to stay this way
If only I would wake

The walk has all been cleared by now
Your voice is all I hear somehow
Calling out winter
Your voice is the splinter inside me
While I wait

And I remember the sound
Of your November downtown
And I remember the truth
A warm December with you
But I don't have to make this mistake
And I don't have to stay this way
If only I would wake

I could have lost myself
In rough blue waters in your eyes
And I miss you still

Oh I remember the sound
Of your November downtown
And I remember the truth
A warm December with you
But I don't have to make this mistake
And I don't have to stay this way
If only I would wake

(Joshua Radin, Winter)


"Inverno não ainda... mas Outono...", assim me sinto esta noite...

Ser birmanes!

A sério, gostava de ser birmanês. Birmanês ou iraniano ou iraquiano ou qualquer outra condição que me permitisse abrir a boca (só abrir, nem mesmo falar!) e já pensasse o mundo que talvez não seja digno de ser outra coisa senão birmanês, mas, por força, teria que ter a democracia à americana ou europeia ali à porta. Gostava!

É que neste momento me sinto basco... como outro se sentiu, em tempos, berlinense... e é de crer que, tendo eu já a democracia à porta, dentro de casa, no belo ordenado que recebo ao fim do mês, não hei-de ter outra coisa - porque a democracia é, teleologicamente, tudo ou quase tudo.

Sendo basco, parece-me claro que, assim como os portugueses se bateram em tempos pela sua independência, também eu deveria ter direito a bater-me pela minha. Sendo basco, não me creio nem mais nem menos violento que ninguém, mas pareceu-me justo que, atacada uma república que consagrava as independências regionais num associação livre de estados, me havia de bater por ela quando os nacionalistas atacassem. Sendo basco, parecia-me claro que, perdidos os amigos e a guerra, seria louvável que me batesse contra a ditadura. Sendo basco, e terminada a ditadura, esperava ver os meus direitos consagrados pela constituição - não foram, e naturalmente continuei a minha luta. Sendo basco, e reprovando a violência, ainda que a outra coisa não tivesse sido habituado, criei partidos políticos... e ilegalizaram-nos em democracia.



O que muito não bascos não vêem, atrás do repúdio ofendido da violência, é que esta é, em si, o princípio e o fim da violência que se nos dirige - mas não fomos nós que criámos este estado democrático e siuas leis. No que muitos não bascos não pensam, optando pelo repúdio ofendido da violência, é que porventura também eles reagiriam assim... se ao menos fossem bascos por um momento. No que muitos não bascos não pensam, é que nenhum direito à liberdade tem mais valor... birmanês ou basco seja... que outro.

O que ninguém vê é que foram detidos 23 membros da comissão política de um partido, cuja única acusação parte da violação do direito ao ajuntamento. Ninguém vê a polícia de choque a carregar sobre as pessoas que exigiam a sua libertação. Ninguém vê a lógica eleitoralista por detrás da inflexão de Zapatero, sacrificando a própria paz. Ninguém vê que se nega o direito a uma via política na proibição de um partido político quando há, em Espanha, generais apostados em actuar de qualquer forma de modo a garantir a unidade territorial. Ninguém vê os jornais fechados, os exilados, os mortos nas Comisarias e uma constituição centralista que advoga o direito histórico de Gibraltar voltar à sua posse, mas esquece o direito histório de um povo ter a posse do seu próprio país.

Ninguém vê, fundamentalmente, o que facilmente se vislumbraria na Birmânia, no Irão ou no Iraque ou em qualquer cu de judas em que os EUA não pudessem estacionar suas tropas.

E é por isto que quero ser birmanês...

domingo, outubro 07, 2007

Que dizer...?

Quem sabe
Se algum dia
Traria
O elevador
Até aqui
O teu amor

Oswald de Andrade, "Oferta"

sábado, outubro 06, 2007

Cudownie!




E sentir-me assim todos os dias...ou como em certa música dos REM...

sexta-feira, outubro 05, 2007

A Republica!

"Não sei o que há-de ser a Republica, mas parece-me coisa tão linda e nobre que tive por bem que podia morrer por ela!"

Assim foi o depoimento, em julgamento, de um soldado que participara, longe ainda a República, no 31 de Janeiro. A verdade, creio, é que poucos sabem o que há-de ser a República e tem esta já uma provecta idade. Não serei eu a dizê-lo, que se porventura o estudo é porque ainda não o sei - mas há-de querer dizer qualquer coisa o facto de, instituída a ditadura, a Assembleia da República passar a designar-se Assembleia Nacional. Não havia de ser coisa pública o que, sendo coisa nacional, apenas importava a quem definia, do Minho a Timor, o que há-de ser a Nação portuguesa.



A República, a I digo, teve 45 governos, 13 presidentes - bem pública foi! Já partidos políticos, perdeu-se o conto... Jornais diários foram 150! Semanários? Para cima de 250! E folhinhas da aldeia? Milhares! Curioso cômputo para um país em que 75% da população não sabia ler... mas afinal, não importava o que era a República, mas o que ela poderia ser.

Se a República falhou? Estou longe de crer que não poderia falhar o que não existe, e não há-de a monarquia falhar, nesse sentido, como a República. Dentro desta se forjaram as bases do Estado Novo, dentro desta a censura tomou asas e a polícia política aperfeiçoou métodos. Mas também dentro desta se garantiram direitos essenciais de que ninguém, hoje, abdicaria. A República consagrou o Estado Laico e, a julgar pelas recentes investidas da igreja sobre questões que lhe deveriam ser absolutamente alheias, pensemos do que nos livrámos!

Face a isto, parabéns à República, que cumpre hoje 97 anos!

terça-feira, outubro 02, 2007

E sempre uma boa sugestao...

...para um poema que toda a gente conhece, mas em que nunca ou raramente se pensa!

Giant steps are what you take
Walking on the moon
I hope my legs dont break
Walking on the moon
We could walk for ever
Walking on the moon
We could live together
Walking on, walking on the moon

Walking back from your house
Walking on the moon
Walking back from your house
Walking on the moon
Feet they hardly touch the ground
Walking on the moon
My feet dont hardly make no sound
Walking on, walking on the moon

Some may say
Im wishing my days away, no way
And if its the price I pay, some say
Tomorrows another day, youll stay
I may as well play

Sting, Walking on the Moon

segunda-feira, outubro 01, 2007

Porque dize-lo eu...

So, so you think you can tell Heaven from Hell,
blue skies from pain.
Can you tell a green field from a cold steel rail?
A smile from a veil?
Do you think you can tell?
And did they get you to trade your heroes for ghosts?
Hot ashes for trees?
Hot air for a cool breeze?
Cold comfort for change?
And did you exchange a walk on part in the war for a lead role in a cage?
How I wish, how I wish you were here.
We're just two lost souls swimming in a fish bowl, year after year,
Running over the same old ground.
What have you found? The same old fears.
Wish you were here.

Wish you were here, Pink Floyd

Quando outros o fazem melhor...?